Audiência apura hoje denúncias de assédio moral na Unicamp

Trabalhadores da Unicamp serão ouvidos hoje em uma audiência pública do MPT (Ministério Público do Trabalho) que irá encerrar uma apuração de atos de assédio moral na universidade, em andamento desde 2010. Hoje será proposto pelos procuradores um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que se não for assinado pode levar o caso à Justiça.

Em 2007, a universidade assinou um acordo com o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) com regras para coibir o assédio moral. O sindicato alega, porém, que o documento não está sendo cumprido e as queixas de assédio moral – provenientes de diversos setores, como a Funcamp, a área administrativa e o Hospital de Clínicas – continuam sendo frequentes.

As denúncias vão desde perseguição a funcionários, demissão após greve, descumprimento de horários e escalas e pressão de chefia, que levou alguns trabalhadores a serem afastados.

De acordo com a assessoria de imprensa do STU, há casos de funcionários que solicitaram liberação para iniciar uma pesquisa no exterior e não foram liberados e de servidores que tiveram dias de greve descontados, entre outras reclamações.

O procurador Eduardo Luis Amgarten é quem conduz o caso no MPT há um ano. Segundo a assessoria, ele pretende concluir o inquérito hoje com a proposta do TAC. No termo, haverá multas em caso de descumprimento do acordo vigente e também serão inseridas cláusulas que obrigam a Unicamp a adotar providências definitivas com relação às denúncias apuradas pelo MPT.

A universidade informou em nota que o acordo de 2007 está em funcionamento e que segue na identificação e solução dos casos.

Audiência apura hoje denúncias de assédio moral na Unicamp

 

Fonte: Destak Jornal Campinas

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